domingo, 5 de julho de 2015

EM BUSCA DO CARNEIRO SELVAGEM

"É impossível largar um livro de Murakami até chegar ao fim", assegura o Daily Telegraph. Bom, impossível não é, que tive de o deixar cá, uma vez que não fazia sentido levá-lo a passear nas mini-férias, até pelo peso a mais que representava na mala. Mas lá que foi difícil, é verdade... (levei um livrinho de bolso, de Ken Follett, mas não passei das primeiras 50 páginas e, já que o final é tão previsível, deixei para o acabar noutras"núpcias")

Devo dizer que este não é dos livros mais recentes de Murakami, que escreveu estas 369 páginas em 1979. Ou seja, numa época que nos vai parecendo cada vez mais distante, antes de PCs, telemóveis e internet terem tido o seu grande boom.

Um publicitário divorciado utiliza uma fotografia onde se vê uma paisagem com carneiros numa das suas campanhas publicitárias. E, sem saber bem porquê, é confrontado por gente poderosa que o incumbe de encontrar um dos carneiros da foto e o local onde a mesma foi tirada. E é assim que começa a sua longa demanda, tendo como finalidade não perder tudo o que conquistou até aos seus quase trinta anos. Mas será que ele consegue encontrar um carneiro num universo de milhares, por muito diferente que ele seja de todos os outros?

Uma história que paira entre o real e o fantástico, onde o carneiro selvagem não deixa de ser um símbolo bastante evidente dos que não marcham ao sabor das correntes.

Citações: 
"Nesse caso, que teria acontecido às terras abandonadas? Pois bem, voltaram a ser reflorestadas. Naqueles terrenos regados com o suor e o sangue pelos seus antepassados, onde estes haviam obtido terras para o cultivo à força de desbravar os bosques, plantavam-se agora árvores. É a chamada ironia do destino."

"[...] o carneiro que se deixa suplantar, por seu turno, quando era mais novo, também subiu à custa de outro, não sei se está a ver. E, por outro lado, é bom não esquecer que, em chegando ao matadouro, não há número um nem número cinquenta para ninguém. Nessa altura, os carneiros são todos iguais, a caminho do churrasco."

BOAS LEITURAS!
(nem que sejam de notícias, sobre o resultado das eleições gregas, que vão dar muito que falar esta semana!)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O MELHOR DE ROMA (3)

Vitor Emanuel II foi o unificador de Itália e, como tal, tem direito a um majestoso monumento bem no centro de Roma, na praça Veneza. Consta que o dito monumento não agradou muito aos romanos na época em que foi edificado, tanto por aquela ser uma zona arqueológica, como por ser de um mármore branco que não se enquadra com os edifícios que o rodeiam, que têm maioritariamente um tom acastanhado. Mas quer dizer, Roma não é uma cidade de contrastes? Porque ao lado de palácios, igrejas, fontes, arcos e estátuas de grande porte e magnificência surgem ruínas milenares, que em qualquer outra parte do mundo já teriam desaparecido há séculos...

E não, não me estou a referir apenas ao Coliseu ou ao Fórum Romano, encontramos umas colunas, um arco, um teatro ou anfiteatro, um antigo mercado ou outras ruínas em praticamente todo o centro da cidade, cujo interesse histórico é inegável, mas a utilidade prática muito relativa, a não ser para aspectos turísticos. Aqui, nestas ruínas no largo da torre Argentina, por exemplo, supõe-se que existiam quatro templos, mas parte de um deles continua soterrado debaixo de uma estrada local.

Além de tudo o resto, é preciso não esquecer que Roma também é uma das principais capitais da moda mundial e é aqui, em plena praça de Espanha,  que se realizam os mediáticos desfiles, com as modelos a descerem a enorme escadaria no alto dos seus saltos de 12 ou 14 centímetros... (e sim, a igreja lá no topo também estava em obras, grrrrr!)

La Barcaccia, a fonte em forma de barco existente em frente aos degraus da praça de Espanha, cuja autoria se pensa ser de Bernini pai.

Mas bom, mesmo muito bom, são as múltiplas esplanadas floridas que surgem em cada canto e recanto da cidade e onde se fazem refeições ou se bebe um copo. Ristorantes, trattorias, osterias, pizzarias, caffés, gelatarias, há-as para todos os gostos, embora normalmente sejam carotas, se comparadas com as portuguesas - uma imperial pequena não custa menos de 4 euros, um café pode custar 2,50, um gelado 6 ou 8. As pizzas ainda são os pratos mais em conta e são... uma delícia!

Também fiquei fã das saladas, das brushetas e dos gelados, mas foram as pizzas que mais me surpreenderam pela positiva: além de massas muito bem feitas e estaladiças, os ingredientes tinham um sabor forte - o tomate a tomate, o fiambre a fiambre, o ananás a ananás e por aí adiante.

Surpresa não tão positiva foram as respetivas casas de banho: nem sempre correspondiam à finesse do restaurante (não, não fomos a nenhum de luxo), muitas delas só tinham uma sanita para homens e mulheres e mesmo assim a dar para o acanhado. O funcionamento dos lavatórios também está longe de ser linear, uns inteligentes, outros funcionam a pedal, outros nem percebi bem como. E os autoclismos vão pela mesma! Resumindo, um restaurante mais modesto pode ter umas instalações sanitárias melhores do que outro mais finório. Excetuando as do Vaticano, as melhores que vi foram as do metro, mas aí paga-se 1 euro para utilizar (embora quase metade delas estivessem fora de serviço). Isto pode parecer disparatado referir, mas facto é que saíamos cedo do hotel, passávamos o dia a andar seca e meca e a beber água por causa do calor e para não desidratar, obviamente que de vez em quando tínhamos de usar. E normalmente era nos cafés e restaurantes onde parávamos para beber, comer e descansar.

Claro que para tem tenha mais pedalada e queira continuar a caminhada (sem paragens) - estou em crer que a única maneira de "conhecer" Roma um pouco melhor - não faltam estas roulottes que vendem frutas, pão, sandes, gelados e bebidas frescas. Não sei a que horas abrem, mas só fecham lá pelas 10 da noite.

Dito isto, não sei até que ponto um passeio nestas caleches não será igualmente simpático (e romântico), mas por esta altura já estávamos com o tempo contado, não valia a pena indagar o custo.

Muito mais ficou por dizer ou revelar, numa visita de 5 dias e 4 noites e 1326 fotografias depois. Mas tanto o Coliseu como o Vaticano são vastíssimos e já deram azo a vários livros, não é resumo que se faça assim numa penada bloguista (se bem que 20 mil visitantes por dia neste último, nos façam sentir um pouco como carneirada encurralada num redil, a seguir em frente a "toque de caixa", o que faz com que se perca muito da história ali patente - não só do antigo império romano, do cristianismo e dos seus primórdios, como do Egipto ou da Grécia, dois bastiões da antiguidade).  Fica a paisagem romana, vista de uma das janelas cimeiras do museu.

Last but not least, o hotel também demonstrou ser outra surpresa (muito) agradável. Se bem que à chegada desconfiámos que tínhamos "enfiado o barrete" (no edifício do hotel de 3 estrelas funcionam vários hotéis, o que à partida parece esquisito), ficámos muito bem impressionados com o atendimento - o recepcionista, além de simpático, falava português - e o quarto que, embora pequeno, era limpo e estava bem decorado em tons de laranja, espelhos frente a frente que davam uma sensação de maior dimensão, uma pequena casa de banho com base de duche, tinha uma luz boa para poder ler à noite, televisão, um mini-frigorífico (sem nada lá dentro, só para pôr o que eventualmente comprássemos e que foram essencialmente águas), ar condicionado e, ainda melhor, dava para as traseiras. E aqui não estou a brincar: situando-se na zona do Termini, o trânsito é realmente diabólico nas principais vias ali em volta. Apesar da zona estar um bocado degradada e à noite a principal estação de metro, comboios e autocarros ser frequentada pelos sem abrigo, facto é que nos deu um jeitaço para nos orientarmos nas nossas incursões iniciais pela cidade - assim, depressa nos deslocámos a qualquer lado, pelo que não nos arrependemos da escolha internética. O pequeno almoço também era bom e, para lá do tradicional, oferecia bolos caseiros, para quem tivesse apetite suficiente logo de manhãzinha!

E pronto, foi este o relato possível das nossas deambulações pela cidade eterna, que tem um encanto muito próprio... apesar de todos os seus contrastes!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O MELHOR DE ROMA (2)

O Tibre é o rio que serpenteia ao longo de Roma, com este tom esverdeado que se observa na fotografia. É atravessado por várias pontes, sendo que a de Sant'Angelo (em frente ao castelo com o mesmo nome) é uma das mais bonitas, decorada por vários anjos e outras figuras bíblicas - que foram sendo adicionados por diferentes Papas. E a propósito de Papa, só o vi aqui:

Quer dizer, nos túneis da estação de metro da Praça de Espanha, com o ar bem disposto do costume: soubemos pelas notícias televisivas que ele tinha viajado para Turim. Mas pronto, verdade seja dita que não fui a Roma para o ver, por muito que até simpatize com o atual Papa Francisco...

Ponte de Sant'Angelo

Voltando ao Tibre, no meio do rio existe uma pequena ilha em forma de barco (Isola Tiberina), na qual funciona uma das maternidades da cidade.

Ilha Tiberina

Na pesquisa que fiz sobre Roma antes da viagem descobri que a cidade tem cerca de 150 museus e mais de 900 igrejas, pelo que estava fora de questão visitar nem que fosse só um décimo - 5 dias não dão para tudo! Os museus do Vaticano e a Capela Sistina eram um must, obviamente, mas de resto era mais ou menos o que calhasse em caminho. Por curiosidade, calhou que quase todas as igrejas que vimos se denominassem de Santa Maria (in Cosmedin, in Trastevere, Maggiore).

A Bocca della Veritá, na basílica de Santa Maria in Cosmedin, deve ser uma das imagens mais conhecidas, devido à lenda que reza que mordia a mão dos mentirosos que ousassem enfiá-la na sua boca.

No entanto, a igreja mais sumptuosa que visitámos foi a de Jesus (Chiesa de Gesú), que dos lustres às talhas douradas, das pinturas às estátuas, da maior pedra de lápis-lazuli do mundo a adornar o túmulo de santo Inácio, não poupa nada em grandiosidade.

Por outro lado e a nível exterior, a igreja a que achámos mais piada (e que nem sequer estava no nosso "mini-roteiro" de visitas) foi esta de Sant'Andrea della Valle, precisamente pela razão que levou o Papa da época a "reclamar" da obra do seu escultor, Cosimo Fancelli: a fachada é assimétrica, pois só tem um anjo do lado esquerdo. Porém, o artista recusou-se a esculpir o do lado direito, respondendo que "Se quer outro, que o faça ele!" Artistas são assim, até com Papas...

Igrejas à parte e por muito católica que seja a população romana, no final do século XIX também ergueu uma estátua ao filósofo Giordano Bruno, uma das vítimas da Inquisição, precisamente no Campo de' Fiori, local onde era habitual realizar as execuções. A estátua, de autoria de Ettore Ferrari, não deixa de ser sinistra... 

Para terminar este "capítulo" que já vai longo, no último dia ainda nos demos ao luxo de dar um pequeno passeio por um jardim romano - Villa Borghese, o segundo maior de Roma, onde também se situam dois museus (Galeria Borghese e a Galeria Nacional de Arte Moderna).

Contudo, o objetivo era verificar in loco como os romanos passam os seus domingos de manhã, a remar no lago ou sentados nos bancos do jardim.

Aqui também há fontes e arcos e o lago, onde pululam gaivotas, patos e tartarugas (ainda dei o gosto ao clique!), é enquadrado por mais um monumento tipicamente romano.

Um passeio muito agradável, devo dizer, que terminou a comermos um gelado no café local.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O MELHOR DE ROMA (1)

Sem desdenhar a imponência do Coliseu e a história desse império romano que tantas ruínas e artefactos deixou precisamente no centro de Roma - a recordar também os primórdios do cristianismo e os espectáculos bárbaros levados a cabo nesse anfiteatro - o que mais me deslumbrou foram as belíssimas fontes que proliferam na cidade. E também as inúmeras bicas que encontramos ao longo das ruas ou praças, umas mais bonitas que outras, obviamente. De sede, os italianos não morrem, até porque quase todas elas funcionam (ao contrário do que acontece noutras cidades que bem conhecemos) - e eles usam-nas realmente, com a mão em concha, para encher garrafas vazias ou copos de plástico (como, providencialmente, vi sair de uma mala de senhora).

Entre essas fontes há a destacar as existentes na Piazza Navona: a dos Quatro Rios, ao centro, e a de Neptuno e a de Moro, uma em cada lado da praça.

A fonte dos Quatro Rios, como o nome indica, é constituída por um obelisco sustentado por quatro homens que representam quatro rios de quatro continentes:

o Ganges, na Ásia;

o Nilo, em África (de cabeça tapada, porque na época em que Bernini construiu a estátua ainda não se sabia onde se situava a sua origem);

o De la Plata, simbolizando as Américas; e o Danúbio, da Europa, simulando amparar o obelisco.

A fonte de Neptuno.

A fonte de Moro.

Contudo, a praça tem uma vida própria, onde se cruzam diversos pintores e outros artistas que pretendem vender as suas obras ou ganhar o seu sustento. 

Proliferam também vendedores ambulantes, alguns sem licença, como descobrimos quando os vimos fugir desesperados a uma rusga, um deles largando tudo de caminho, evitando assim ser preso em flagrante. Um momento algo assustador, para eles, evidentemente, mas também para os transeuntes que assistiram. Aliás, coisa que não falta em Roma é polícia, carabineri e tropa, sendo que estes últimos costumam estar armados de metralhadoras. Mas num país onde ainda existe Mafia e onde durante tantos anos atuaram grupos terroristas, suponho que é normal...

Ah, e claro, outra coisa que não falta são restaurantes, bares e esplanadas, para admirar calmamente o fantástico e ininterrupto movimento da praça. ADOREI!

(xi, para a próxima prometo resumir, que isto assim tão em pormenor dá para uns meses de posts...)

terça-feira, 23 de junho de 2015

UM SONHO ANTIGO

Visitar Roma era um sonho há muito acalentado: uma cidade romântica e plena de história, onde em cada esquina há um museu, uma igreja, uma estátua ou uma fonte de onde brota água fresca; e uma esplanadinha florida onde se pode tomar uma bebida, comer um dos típicos gelados italianos e onde também não faltam os bons pratos da gastronomia local para uma refeição ligeira (ou até mais completa, se o apetite assim o desejar).

O problema dos sonhos e das elevadas expetativas é que são constituídos apenas por momentos mágicos, esquecendo que a realidade está longe de ser um roteiro realizado para convencer turistas incautos. Escusado será dizer que algumas desilusões se avizinhavam... 

A primeiríssima das quais a própria quantidade de outros turistas que tinham tido a mesma ideia  que nós, em simultâneo. Alguns ainda viajando em grandes excursões, que de um modo geral punham toda a populaça a fugir a sete pés. Ninguém deve imaginar bem as filas incomensuráveis à porta do Coliseu, dos museus do Vaticano e da Basílica de S. Pedro - vale que que íamos prevenidos e tínhamos comprado bilhetes on line para os dois primeiros. Quanto à Basílica (cujo acesso é teoricamente gratuito) temos pena de não ter visitado por dentro, mas de pelo menos umas duas horitas à torreira do Sol não nos safávamos e... passámos! 

Por outro lado, e embora haja muitas ruas pedonais no centro da cidade, o trânsito em Roma é absolutamente caótico - os romanos guiam a grande velocidade, ligam pouco ou nada às passadeiras e as lambretas são aos milhares. E todos buzinam por dá cá aquela palha. Isto aliado aos buracos e assimetrias de estradas e passeios, tem de se estar com uma atenção redobrada para andar na rua. Por seu turno, o metro é composto apenas por duas linhas que se cruzam na estação central de Termini - consta que há outras linhas em execução, mas que em cada escavação vão encontrando novos elementos arquitetónicos e arqueológicos, de modo que praticamente não avançam - que, tanto quanto pudemos constatar, funcionam a tempo e horas. No entanto, as paredes e carruagens estão cheias de pichagens, as escadas rolantes e os placards informativos avariam com frequência e as infiltrações de humidade são visíveis a olho nu. O que no conjunto lhe dá um ar degradado. 

Contudo, a grande e verdadeira desilusão foi esta: a Fontana di Trevi está em obras (pelo menos desde agosto do ano passado) não houve moedinha atirada de costas para a fonte, que segundo a tradição garante o regresso a Roma numa futura ocasião. As lendas valem o que valem, não é? 

Ah e tal que só foquei os aspetos negativos da viagem? Pois só! Mas os positivos e histórias caricatas foram mais que muitos, pelo que sobre eles escreverei noutro post! E que fique bem presente que vale sempre a pena sonhar...

segunda-feira, 22 de junho de 2015

QUEM TEM BOCA VAI A ROMA!


Sendo assim, FOMOS!
(e já voltámos, mas com tanta coisa para contar... nem sei por onde começar! Amanhã logo se vê)

Imagem do facebook (de Ronald West).

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A MINHA BIBLIOTECA...

... começou com a construção desta estante, faz agora 8 anos. Primeiro foi a pintura, depois o carpinteiro iniciou a sua obra. Com os livros espalhados por toda a casa, o polvoró era imenso, mas deu para os contabilizar e catalogar - eram 1128 títulos, sem contar com livros de estudo ou do crianço. 

Entretanto, sem que soubesse porquê, o acesso ao anterior blogue estava vedado (o meu e os outros, entenda-se!), pelo que nem foi tarde nem foi cedo para criar um novo endereço, desta vez no blogger. E foi assim que este blogue começou - a estante está boa e recomenda-se, se bem que o espaço para os livros está a reduzir a olhos vistos: já vamos nos 1505 títulos e mesmo assim alguns ainda não foram contabilizados, nomeadamente os (poucos) que comprei este ano na Feira do Livro.

(os preços foram bons, a carteira é que não deu para mais!)

E pronto, desta vez o aniversário é do blogue, que como qualquer coisa da vida teve muitos bons momentos e outros... menos simpáticos, digamos assim. E não, nunca tive um anónimo de "estimação", mas uma vez por outra aparecia aí algum a insultar, chatear ou a ter a veleidade de vir práqui fazer publicidade. Também nunca tive pejo em "apagá-los", quando as "setas" eram dirigidas a outros comentadores - mas os que eram apenas comigo deixei-os ficar. As ações não ficam com quem as pratica? Então porque é que um cobarde, que nem sequer tem a coragem de assinar com o seu nome ou até de simplesmente inventar um pseudónimo, conseguiria que lhe desse essa importância? Deve haver gente com uma vidinha bem tristonha!    

Aos amigos que aqui vêm comentar e dar as suas opiniões, que felizmente é a grande maioria, só tenho a agradecer a atenção e o carinho que me deram ao longo destes anos. Mesmo que nem sempre estejamos de acordo...

FIQUEM BEM!
(que eu volto em breve!)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

ANDAVA NA "FLORESTA"...

... um diligente funcionário camarário a cuscar. E a fotografar. E com todo o zelo fotografou terrenos urbanos, que mais pareciam um matagal: há muito descuidados pelos seus proprietários, tornava-se urgente que os mandassem limpar, evitando assim as tragédias já habituais nos incêndios de verão.

Chegado à câmara ampliou as fotos e fotocopiou-as, fazendo com que seguissem conjuntamente com uma contra-ordenação para os proprietários, notificando-os da necessidade da limpeza dos terrenos e da possível coima entre os 24 e os 2400 euros, caso não o fizessem. Não se sabe se o fez pessoalmente ou se delegou a tarefa nalgum outro funcionário.

Preocupados com a situação do terreno, onde a avaliar pelas fotos se via um denso arvoredo e um barracão, os proprietários deslocaram-se ao local para verificar pessoalmente o que se tornava urgente retificar. E qual não foi o seu espanto quando descobriram que afinal aquele não era o seu terreno. Onde existe igualmente a necessidade de limpeza, mas de alguns arbustos, canas e ervas rasteiras, já que não existe lá uma única árvore para amostra. Mais, não conseguiram sequer perceber onde aquelas fotos foram tiradas, já que não se trata de nenhum terreno vizinho - o casinhoto tem duas chaminés, coisa que não acontece com o barracão ali existente.

Quer isto dizer o quê? Que algures naquela zona há um local a necessitar de uma limpeza urgente, mas a inépcia e incompetência dos funcionários camarários faz com que nem sequer consigam identificar o legítimo proprietário. E se eles não conseguem, quem há de conseguir? E depois admiram-se que os fogos proliferem no país nos meses de verão, não bastando já uns quantos "malucos" que se divertem a ateá-los... 

Imagem da net.

sábado, 13 de junho de 2015

PARA TI, MUCHACHO!

Em tempos idos andei na rua a pedir um tostãozinho pró Santo António, queimei alcachofras para saber se era correspondida no amor (coitadas, não tinham culpa nenhuma!), saltei fogueiras, fui a bailaricos vários, percorri as ruas de Alfama e abanquei na Feira Popular a comer sardinhas assadas.

Mas isso foi antes de te conhecer, porque a partir daí tudo mudou: é o dia do teu aniversário e, para o comprovar, até te puseram o nome do santo. Continuou a ser dia de festa, mas vivida mais entre familiares e amigos do que nas ruas de Lisboa. Ou, por vezes, em curtos períodos de férias. O que sei é que, dê por onde der, o dia de Santo António é sempre um dia feliz! Nem que se comemore uma nova década, como este ano é o caso, e tenhamos de enxotar alguma tristeza e nostalgia... Porque ainda ontem éramos crianças e agora já somos adultos maduros - e o tempo não pára!

Para ti, muchacho compañero de mi vida, Caetano Veloso e Ivete Sangalo (rodeados de estrelas) cantando "Se eu não te amasse tanto assim":


FELIZ ANIVERSÁRIO, MUCHACHO!