sábado, 13 de fevereiro de 2016

QUEM?!?

Esta semana foi divulgado que, num inquérito nacional, José Rodrigues dos Santos foi considerado o melhor escritor de Portugal. Qual Eça, Camilo, Torga ou até o Nobel Saramago? Não, o "orelhas" que todos os dias nos entra casa adentro a dar notícias e no fim nos pisca o olho, como se fossem todas quentes e boas.

Lamento, mas nunca li nada do . Até me ofereceram 3 dos seus livros, que estão ali calmamente refastelados na estante, à espera de melhores dias e a acumularem pó. Nem se pode dizer que tenha desistido pelo número avantajado de páginas, mas na verdade sou sensível a algumas opiniões alheias, como a da Safira aqui, em 2009, ou mais recentemente de Malomil (com o sugestivo título "a sexualidade das onomatopeias"), que teve a paciência de ler a vasta obra para criticar abundante e minuciosamente. Paciência que eu não tenho. E estas não foram as únicas críticas pouco abonatórias...

Então se os portugueses leem tão pouco e alguns leitores não gramam a faceta de romancista de JRS, como é que ele pode ser dado como o melhor escritor nacional? Só vejo duas hipóteses: ou a notícia é falsa ou alguns cromos-pouco-dados-a-leituras meteram o bedelho nesse inquérito (quiçá para não parecerem demasiado broncos...), lançando o nome do jornalista-escritor para o ar, conhecido que é o seu sucesso de vendas. 

Enfim, são palavras de outros, já que nunca desbravei os ditos calhamaços. Mas assim de repente ocorrem-me nomes de escritores até atuais como José Luís Peixoto, Moita Flores, Mário Zambujal ou Afonso Cruz, que não hesito em ler, quando apanho à mão!

UM EXCELENTE FIM DE SEMANA PARA TODOS!
(também com boas leituras, para os que gostam de ler...)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

OLHEM QUEM VEIO...

... visitar-nos neste Carnaval de 2016. 

OK, não tenho andado propriamente a passear por corsos e desfiles populares, com muita pena minha - sim, porque eu adoro o Carnaval, ao contrário da tendência cada vez mais generalizada para não apreciar as "fantochadas" da época - mas o maridão está adoentado e sem disposição para passeatas dessas. 

Portanto, resta-me ir observando os mascarados que por acaso encontro na rua. E garanto que aqui para o meu lado houve chuva de Minnies. Quer dizer, pelo menos a bandolete vermelha às bolas brancas teve uma grande saída. Quais princesas, bruxas, índios e cowboys? Minnies, muitas Minnies, imagino até porque máscara mais económica deve ser impossível: e com uma simples bandolete, lá vai uma Minnie toda coquete! 


BOA TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL PARA TODOS!

Imagem da net.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A RAPARIGA NO COMBOIO

Rachel é uma rapariga que tem um problema de alcoolismo, desde que não conseguiu engravidar, ainda agravado com a traição do marido, que a trocou por outra: Anna. 

Entretanto já se passaram dois anos e, apesar de já ter perdido o emprego devido aos copos a mais, Rachel apanha todos os dias o comboio para Londres, para que a sua senhoria não desconfie que está desempregada. É nesse trajeto diário que ela passa por Witney - onde viveu durante os seus anos de casada - e, dada uma habitual paragem no percurso, começa a reparar numa casa em tudo semelhante à sua antiga, no casal que lá vive e na sua aparente felicidade. No entanto, a romântica imaginação de Rachel sofre um rude golpe, quando ela vê outro homem a beijar a mulher no jardim da casa e, mais ainda, quando é divulgada a notícia que Megan (a dita mulher) desapareceu sem deixar rasto. Para piorar um pouco a situação, ela sabe que nessa tarde deambulou pela aldeia, perdida de bêbeda, mas por mais que tente reavivar a memória - falando com o ex-marido Tom ou com o estranho homem ruivo que a ajudou a levantar-se depois de uma queda - não há maneira de se lembrar de nada.Ou será que há? 

As 318 páginas estão escritas tipo diário, intercalando entradas das três mulheres, mas com datas por vezes desfasadas. Curiosamente, não há uma identificação do leitor com qualquer delas: Rachel é uma alcoólica infeliz, Anna a mulher que "rouba" o marido a outra sem qualquer  espécie de remorso e Megan uma espécie de dondoca entediada... pelo menos antes de desaparecer (e de ficarmos a conhecer alguns aspetos do seu passado). Mesmo assim percebe-se porque é que este livro esteve (e suponho que ainda está) nos tops de vendas, pois dificilmente conseguimos parar a leitura deste enredo tão burilado até chegar ao final engendrado por Paula Hawkins. Houve quem o considerasse previsível, pessoalmente não podia discordar mais: para mim foi uma autêntica surpresa. Gostei!

Citações:
"Sentia-me sozinha na minha infelicidade. Tornei-me solitária, por isso bebia um bocado, e depois cada vez mais, e então tornei-me ainda mais solitária, porque ninguém gosta de estar ao pé de uma bêbeda."

"O vazio: isso sou eu capaz de compreender. Começo a acreditar que nada há que possamos fazer para o remediar. Foi o que aprendi com as sessões no psicoterapeuta: os buracos na nossa vida são permanentes."

"Havia algo de estranho ali, mas acabei por perceber que era só eu."

sábado, 30 de janeiro de 2016

A MEIO DO INVERNO?

Ainda o Inverno não vai a meio, já se notam os dias (um pouco) mais longos e um cheirinho a Primavera a pairar no ar... Delícia!

UM EXCELENTE FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

HISTÓRIA, MEMÓRIA E FUTURO

Esta história é muito triste: mesmo puxando pela memória, normalmente votei sempre em candidatos presidenciais perdedores. Desta vez também não foi exceção. Aliás, a única foi Jorge Sampaio, em duas eleições, já que cumpriu dois mandatos.

Mas pronto, estas são as regras da democracia, nem sempre os candidatos eleitos são do nosso inteiro agrado: "o  povo é quem mais ordena", já cantava Zeca Afonso.

Diga-se em abono da verdade, que não tenho nada de especial contra o tio Marcelo, só me desagrada a sua mitomania e, por vezes, o pendor que tem de distorcer a realidade consoante as suas conveniências (políticas e religiosas). Mas reconheço que é um homem inteligente, culto, educado, simpático e afável. Que é muito mais do que podemos dizer do atual presidente, que à falta destas características alia ainda um espírito mesquinho e vingativo...

Portanto, meus caros, apesar do futuro estar longe de nos parecer radioso (com a crise mundial, europeia e a que sempre ronda por cá!), suponho que todos ganhamos com a troca: Marcelo Rebelo de Sousa a substituir Aníbal Cavaco Silva já é uma (grande) vantagem futura. Desejo-lhe, assim, todas as felicidades no exercício das suas novas funções de presidente da República de todos os portugueses e que sempre se norteie pelo bem de Portugal!


§ - obviamente, as figuras televisivas terão a vantagem de já serem conhecidas do grande público, quando concorrem em eleições; no entanto, não é linear que outros comentadores políticos venham a alcançar igual façanha; ou alguém está a ver o povo a votar em massa em Marques Mendes,  António Vitorino ou Francisco Louçã?

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

QUEM CONTA UM CONTO...

Desta vez não é exatamente um livro, mas um conjunto de contos que podem ser lidos na internet, através deste link. Para quem gostar deste género de leitura, evidentemente!

Imagem do facebook.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O FANTASMA

Bem sei que a maior parte dos meus amigos, mesmo aqueles que são fãs de policiais, não são grandes adeptos do escritor norueguês Jo Nesbo. O que é facilmente explicável pelo cunho negro e macabro que ele confere às suas páginas, para já não referir a violência e a sangreira desatada de alguns (muitos) capítulos. E depois Harry Hole é positivamente um anti-herói: passa os primeiros livros da série quase permanentemente embriagado, agora parece ter deixado esse vício... mas arranjou outros igualmente perniciosos.

Em dezembro li as 643 páginas de "O Leopardo", agora calhou a vez às 510 deste "O Fantasma", a última obra do escritor a ser publicada em Portugal - mas este ano ainda se espera o seguimento desta, sendo que a partir daí não há datas previstas para publicação, dados outros compromissos do escritor.

Facto é que não consigo abandonar um livro do autor enquanto não chego ao final. Porquê? Porque ele é perito em desafiar a morte e só nestes dois últimos livros, conseguiu sobreviver: quando o quiseram atirar para dentro de um vulcão; a ser soterrado por uma avalanche; ao instrumento de tortura que lhe puseram na boca; a ser degolado; e ao afogamento numa comporta, só para referir as tentativas mais graves.

Por seu turno, neste último volume ele regressa de Hong Kong para salvar o enteado Oleg, que ele considera como um filho, que foi acusado da morte do seu melhor amigo. Mas a mortandade é tal, que no final ficamos na dúvida se sobra alguém para contar a próxima história...

BOM FIM DE SEMANA (e boas leituras, para quem gostar)!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ELEIÇÕES À VISTA...

Não votei nas últimas eleições autárquicas, nem nas últimas legislativas. Ao contrário da maioria dos abstencionistas, a minha abstenção foi involuntária: em ambas as ocasiões estava internada no hospital. E, para quem não sabe, os pacientes hospitalares são tratados pior do que os presidiários, no que toca ao seu direito de voto.

Para vos dar uma ideia, nas eleições autárquicas de 2013, que tiveram lugar a 29 de setembro, os doentes que quisessem exercer o seu direito tinham de comunicar essa vontade a um organismo específico hospitalar até ao dia 9 de setembro. Leram bem, com 20 dias de antecedência! Ora se para um prisioneiro faz sentido que haja uma marcação prévia com tanta antecedência - no fim de contas ele conhece a sua pena e sabe se vai estar na cadeia na altura - o mesmo já não se pode dizer de um doente, que não adivinha se entretanto tem alta, por exemplo. Pior, como foi o meu caso, que só fui internada a 18 de setembro, já não tive qualquer hipótese de me inscrever, embora suspeitasse que dia 29 ainda lá estaria. E mesmo falando com a médica e a enfermeira-chefe não me deram oportunidade de sair uma ou duas horas naquele domingo para votar. Isto porque estava perfeitamente capaz, sem febre, o internamento visava apenas efetuar vários exames para diagnosticar a doença, tal como veio a acontecer. Diga-se em abono da verdade, que a médica foi a criaturinha mais antipática que já encontrei naquele hospital e a enfermeira-chefe também não primava pela simpatia...

Já em outubro do ano passado e internada poucos dias antes de dia 4, não tive veleidade nenhuma de conseguir votar. Além que estava um bocado sedada e sem capacidade para sair e ir botar o voto na urna pelo meu pé.

Dito isto, estou desejosa que chegue o dia 24 - sim, porque da campanha já estou farta e o receio que também desta vez haja novo contratempo mora aqui. Tenho a mania de gostar de votar, que é que querem? Aliás, a indiferença dos abstencionistas tem um efeito bastante pernicioso em mim: fico com vontade de lhes encher a cara de bolachadas. Logo eu, que sou uma pacifista convicta!

Foto da net.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

MAIS UMAS PARA A COLEÇÃO

Como o prometido é devido, aqui seguem mais umas quantas imagens subordinadas ao tema livros, que não cheguei a publicar no post anterior.

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E como está a bater à porta mais um fim de semana, resta esperar que ele nos reserve não só boas leituras, como também momentos muitos agradáveis junto a familiares e amigos, quiçá em redor de mesas recheadas de deliciosas iguarias...

Imagens do facebook.