segunda-feira, 27 de junho de 2016

O 1º FIM DE SEMANA DE VERÃO

Por razões que não interessa agora explicitar, fomos passar fora o fim de semana. Num hotel rural bastante simpático, embora não lhe pretenda fazer publicidade.

O hotel é simpático, mas no meu modesto entender  peca por um grave defeito: não tem boa luz para leitura. E quem diz leitura, diz para fazer tricot, crochet, bordados ou palavras cruzadas, por exemplo, dependendo dos passatempos de cada um. O que em pleno século XXI é um pouco ridículo.

1. Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, Peniche
Domingo de manhã levantámo-nos cedo, para tomar o pequeno almoço e dar uma volta pelas redondezas. Não visitámos o interior desta igreja, mas o largo exterior pareceu-nos bem agradável, apesar do touril ali existente fazer supor que em tempos funcionou ali uma arena para touradas.

2. Praia e litoral de Peniche
Uma meia dúzia de quilómetros depois encontrámos a praia, que dada a hora, o vento e a temperatura ambiente estava assim: às moscas!

Quer dizer, abundavam turistas nacionais e também não faltavam as belas gaivotas...

 ... nem os rochedos a lembrar naus de outras eras, ou a espuma das ondas a desmanchar-se no encontro com as rochas do litoral.

O que também não falta são os símbolos da fé humana, em crucifixos...

... ou noutras capelas, também poiso das impávidas gaivotas.

Em terra de pescadores, curioso é encontrar um painel de azulejo de homenagem... às lavadeiras de outros séculos. Porquê? Essa é uma boa pergunta, à qual não sei responder. No entanto, o monumento mais conhecido da cidade não aparece nestas imagens, para não tornar o desafio demasiado fácil.

3. Feira do Livro da Ericeira - de 23 de Junho a 28 de Agosto de 2016
Continuando o passeio e já de regresso a Lisboa, resolvemos parar para almoçar no caminho. Com tanta sorte, que dei logo de caras com esta feira... (será perseguição?)

4. Praia da Ericeira
Aqui a praia estava mais povoada e animada, o tempo também estava a aquecer.

Seguimos por ruas estreitas e sinuosas, até que por fim encontrámos um restaurante onde abancámos.

A cataplana de ameijoas e camarão estava deliciosa, embora a foto tenha saído assim encarniçada - culpa do toldo vermelho exterior, frente à nossa janela.  

Quando voltámos ao "bólide", não resistimos a uma paragem pela feirinha - que era pequena, como se nota. Em boa hora, que encontrei um livro que procurava há mais de uma década e que constituiu uma alegria inesperada! 

Mas pronto, estava na hora de regressar a casa, a praia ficou para meia dúzia de corajosos e surfistas. E a pergunta que se impõe é: por onde andámos nós?

ADENDA a 30 de Junho de 2016: Todas as legendas a azul; tal como a Angela, a Papoila e a Luisa suspeitaram, as primeiras fotos são de Peniche: já as últimas são da Ericeira. Obrigada a todos pela participação.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

ATÉ AO NATAL?!? hummm...

Este ano na Feira do Livro fartei-me de fazer compras, a bons preços, na Happy Hour: 5 foram a metade do PVP, o do Maigret foi oferta (na compra dos 2 primeiros números da nova coleção vampiro), todos os restantes tiveram descontos superiores aos 10% para aderentes da FNAC.  Na altura até exagerei e referi que tinha livros para ler até ao Natal. Quer dizer, até tenho, se lhes juntar uns quantos em fila de espera a ganhar pó na estante ou esta lista de 2000 livros para download na net  - que fica para quem quiser aproveitar. Na certeza porém que não estive a verificá-la, reparei apenas que existiam alguns títulos repetidos.

Bom, bem vistas as coisas, até foi uma boa poupança e tão depressa não compro livros. Com a honrosa exceção do último da Camila Lackberg - "O Domador de Leões" - que conto encontrar na Feira do Livro de Portimão, que visito todos os anos, e que em 2016 já tem presença marcada entre 27 de Julho e 24 de Agosto, na zona ribeirinha da cidade.

Então vou ali ler um livrinho... e já volto! Até lá, tenham...

UM ÓTIMO FIM DE SEMANA!

terça-feira, 21 de junho de 2016

AS ESGANADAS

Como alguns saberão, sou e sempre fui grande fã de Jô Soares, tanto na sua faceta de ator e humorista - nos velhos tempos de "O Planeta dos Homens" e "Viva o gordo" - como no de apresentador do talk show "O programa do Jô", que esteve em exibição desde o ano 2000 (e suponho que agora chegou ao seu final). Mesmo sendo um homem tão multifacetado, ainda encontrou tempo para escrever alguns livros, dos quais 4 estão publicados (e "traduzidos") em Portugal. "As esganadas" é o terceiro que leio e, como sempre, não desapontou.

A história é policial e tem o seu q.b. de non sense: 3 gordinhas de boas famílias são encontradas mortas, entupidas em comida; quando se julga que o perfil das vítimas será esse, eis que aparece uma quarta gordinha assassinada pelo mesmo método, mas que exercia a profissão de prostituta; o leitor sabe quem é o assassino quase desde o início, Caronte é um homem esquelético e traumatizado, cuja mãe obesa o impedia de comer guloseimas na infância; o interesse do enredo está em saber como o delegado Mello Noronha, o inspetor Valdir Calixto e o antigo detetive lisboeta Tobias Esteves vão conseguir descobrir e apanhar o criminoso.

A ação decorre em 1938 no Rio de Janeiro, em plena ditadura de Getúlio Vargas, e tem nas personagens secundárias figuras como Fernando Pessoa, Vasco Santana e Mirita Casimiro, por exemplo. No entanto, no final do livro o autor alerta: "Os vários personagens verídicos que permeiam constantemente a trama, embora inseridos no contexto histórico, são tratados de forma ficcional numa mescla de fantasia e realidade". Apesar de toda a mortandade inerente a um enredo com estas características, o livro é muito divertido e dispõe bem, num tom de comédia de costumes em que é infalível!

Citações (os provérbios - desconhecidos - do detetive tuga):

"Impossível é Deus mentir e rato fazer ninho em orelha de gato."

"Mais vale ser solteirona em Sintra do que apedrejada em Teerão."

sexta-feira, 17 de junho de 2016

PROVA DOS NOVE!

Faz hoje precisamente 9 anos que iniciei este blogue. Tinha a casa em polvorosa, com obras para a construção de uma estante, da qual precisava urgentemente para arrumar os 1128 livros que então se espalhavam por todos os cantos - enfim, agora já são 1545, qualquer dia as 54 prateleiras da estante de parede a parede já não chegam... Mas voltando à vaca fria (uma expressão um bocado disparatada, da qual não sei a origem!), para comemorar este aniversário resolvi homenagear os principais "culpados" desta autêntica prova de resistência na blogosfera: todos vós, que aqui têm participado e comentado os posts do momento, ao longo de todos estes anos. Porque a verdade é essa, sem interactividade a blogosfera não tinha graça nenhuma!

Bom, o modo que escolhi para vos homenagear - e não, não estão todos, todos, porque essa tarefa era praticamente impossível (falta um assobio para a "minha" Maria, ou uma imagem de Paris para a Parisiense, por exemplo) - foi selecionar uma imagem da net que de alguma forma me lembrasse cada um dos vossos blogues. Em algumas dessas imagens a associação de ideias é muito fácil e perceptível por todos, noutras nem tanto, tem a ver com algum post que escreveram, recentemente ou não. Algumas imagens também são susceptíveis de se adequar a mais do que um blogue, como por exemplo os livros, mas no caso posso esclarecer que é destinada a um blogue que fala quase exclusivamente só de livros.

Cabe-vos portanto adivinhar qual é a imagem que escolhi para cada um de vós e, quem sabe, até a de outros amigos do mesmo "bairro"... Como algumas imagens estão muito pequenas, dividi as 27 em 3 quadros, com 9 cada um, e fiz as respetivas colagens, de modo a tornar mais fácil a identificação. Alguns blogues homenageados já encerraram portas, mas foram tão importantes nesses primórdios da blogosfera, que decidi inclui-los.

A - os dos primórdios
AJUDA a 19 de Junho de 2016 - como resulta impossível identificarem autoras de blogues que já encerraram portas há mais de 2 anos, deixo aqui as respetivas correspondências: casal de periquitos, Vani do blogue "A grafonola que sabia falar"; cervo (de Vila Nova de Cerveira), Sun Iou Miou do blogue "Isto non é um cabaret"; e safira, da Safira do blogue "House of the rising cats".
Os restantes serão identificados assim que alguém conseguir adivinhar todos - ou lá perto. A Janita vai muito bem lançada...

B - os de há alguns anos

C - os mais recentes
Lamento que as fotos não sejam minhas, mas infelizmente ainda não estive em todos esses lugares, nem tenho um arquivo fotográfico tão amplo que inclua desde pedras preciosas a bandeiras partidárias... Ah, e as colagens são da exclusiva responsabilidade do Picasa, que aqui e ali corta qualquer coisinha.

Em suma, espero que se divirtam tanto a descobrir a vossa imagem (e a dos vossos amigos), quanto eu ao seleccionar uma foto que vos representasse condignamente. 

BEM HAJAM! 

ADENDA e identificação das correspondências, a 20 de Junho de 2016, às 22 horas:
Quadro A:
Café - Lopesca;
Cervo de V. N. de Cerveira - Sun Iou Miou;
Cão e gato - Rafeiro Perfumado e Gata Verde;
Periquitos - Vani;
Safira - Safira;
Mota - Fatifer;
Farol da Patagónia - Tons de azul;
Praia de Moledo - Carlos Barbosa de Oliveira;
Tangerinas - Ematejoca.

Quadro B:
Afrodite de Botticelli - Afrodite;
Cerejas - Janita;
Cidade de Toronto - Catarina;
Amendoeiras em flor - Luisa;
Galo - Kok;
Orquídeas rosa alilasado - Rui Espírito Santo;
Ruínas de São Paulo, em Macau - Pedro Coimbra;
Livros - Manuel Cardoso;
Prémio Valmor, antigo Clube dos Empresários - Ricardo Santos.

Quadro C:
Gatos - Graça;
Ilustração de Dona Redonda - Redonda;
Marcadores de livros - Francisco;
Ópera de Sidney - Manu;
Flores de jasmim - Adélia;
Papoilas - Papoila;
Bandeiras festa do Avante - Rogério;
Arribas de Vilamoura - Ângela;
Hammocks laranjas - Cantinho da casa.

Agradeço a todos os que tão gentilmente participaram neste desafio e espero que se tenham divertido; parabéns ao Rui, Janita, Adélia e Afrodite que foram os que mais acertaram nas correspondências imagem-bloguista; e mais uma vez, repito: BEM HAJAM!

sábado, 11 de junho de 2016

TRADIÇÃO!

Há tradições assim... gostosas! Como a de pôr a conversa em dia em torno de um prato de caracóis. Foi ontem, no feriado de 10 de junho. Calhou. Porque a tradição não se prende com o dia, mas com um convívio anual que costumamos fazer nesta época -  a Gata Verde, o Rafeiro Perfumado, o Fatifer e nós.

É verdade que se poderia fazer a "festa" em redor de outro petisco qualquer. Mas facto é que somos todos apreciadores do pitéu. Prova é que não sobrou nem unzinho para amostra! No final, o que restou foi a memória de momentos muito bem passados, tal como em anos anteriores...

BOM FIM DE SEMANA!
(com ou sem prolongamento...)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

COMO VAMOS NÓS DE LEITURAS?

Não tenho falado de livros, mas na verdade não tenho lido muito: o 2º da amiga genial da Elena Ferrante (sobre o qual escreverei quando acabar de ler os quatro volumes); "A Filha Desaparecida", de Jane  Shemilt, que mais parece um livro de terror, pois trata do desaparecimento de uma adolescente e do sofrimento (e sensação de culpa) da sua mãe; "O Elefante Evapora-se", uma coleção de 17 contos de Haruki Murakami, escritos entre o princípio dos anos 80 e 1993; e vários  policiais.

Bom, se alguns destes contos de Murakami estão um bocadinho datados no tempo - nem todos, inclui por exemplo "O Segundo Assalto à Padaria", que é engraçadíssimo - nem vos conto sobre estes romances policiais, quase todos eles da antiga coleção vampiro de bolso. Que, a propósito, está a ser republicada - apenas alguns números, evidentemente! Então é o Perry Mason a correr para a cabine telefónica, sem se esquecer do sobretudo e do chapéu na cabeça, as loiraças todas a cruzarem as pernas perante os olhares ávidos masculinos (hummm... não sei se isto é assim tão datado!), o monóculo do Lord e detective Peter Wimsey e, pasme-se, a primeira mulher detective a comandar uma equipa policial. Mas claro, nesse tempo até já havia UM computador na esquadra... Enfim, estou a brincar, mas a verdade é que estes livros foram escritos entre 1930 e 1976, obviamente são notórias vivências temporais muito diferentes das modernas.

Entretanto também já fiz uma primeira ronda pela Feira do Livro de Lisboa 2016, nada de muito novo a acrescentar: domingo à tarde é capaz de ser dos melhores dias para ver gente e autores, não o é certamente para comprar livros - o banho de multidão não ajuda nada na ponderação... Mas até dia 13 ainda terei outras oportunidades de passar pelo parque Eduardo VII!


sábado, 4 de junho de 2016

IMUNE AO TEU CHARME

Este mês é outro em que somam e seguem os aniversários, hoje em dose dupla: a minha querida maninha e uma das primeiras comentadoras deste blogue - a grafonola já se chateou da blogosfera há muito tempo, não impede que continue amiga, no facebook ou até ao vivo e a cores.

Entretanto andava à procura da música "Sou imune ao teu charme", de Anaquin, pois acho muita piada à letra e em jeito de homenagem a ambas as aniversariantes, quando encontrei esta deliciosa versão, da autoria de Rui Pascoal, nosso conviva da blogosfera e no almoço de Monte Real. Ora espreitem lá:


A todos, desejo um...
MARAVILHOSO FIM DE SEMANA!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

BRINCOS DE PRINCESA...

... para a nossa amiga luso-alemã Ematejoca, que comemorou ontem mais um aniversário, lamentando o ligeiro atraso (tenho estado de"choco", com uma gripalhada). Seguem também os habituais votos de felicidades, ontem como nos restantes 364 dias do ano. Um abração, Teresa. 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O MELHOR E O PIOR DE AMESTERDÃO (3)

(vista sobre a cidade, a partir da biblioteca pública)

Para finalizar esta série de posts sobre Amesterdão, devo dizer que recomendo vivamente a cerveja holandesa: muitas e variadas marcas, de excelente qualidade e para todos os gostos - mais fortes, mais leves, etc. E relativamente barata, se compararmos com outros países europeus: por 2,5 ou 3 € servem-lhe uma imperial fresquinha na maioria dos bares.

Em contrapartida, a gastronomia deixa muito a desejar: excessivamente gordurosa, mais à base de fast food, peixes quase inexistentes nos cardápios, batatas fritas em barda (por vezes nem as descascam), pratos vegetarianos de aspeto duvidoso, sobremesas escassas. Especialidade parece que são as panquecas, mas longe de provocarem aquela água na boca a quem se prepara para comer um pitéu. Bom, só mesmo o pequeno almoço do hotel. E os gelados. Independentemente de termos gostado do único peixe e de uma sobremesa que comemos e de termos tentado safar-nos com as carnes argentinas, igualmente saborosas. Até o chinês foi uma desgraça. E tirando as refeições ligeiras de fatias de pizza, hamburguers ou sandoscas, tudo com preços upa upa.

Entretanto, tínhamos umas voltas que ainda queríamos dar, nomeadamente ver a casa de Rembrandt (enfim, uma reconstituição da mesma, com alguns dos objectos do dia a dia que pertenceram ao famoso pintor) e visitar Begijnhof - uma espécie de bairro fechado, onde em tempos se concentrou uma comunidade de monjas católicas, com a sua imponente igreja (que não pudemos espreitar pois estava a decorrer um casamento) e a capela, aparentemente modesta, mas com um interior muito bonito decorado com belíssimos vitrais - local onde também se situa aquela que se crê ser a casa mais antiga da cidade (1528). 

Bisbilhotar feiras e mercados também fazia parte do programa, mas Nieuwmarkt foi um desilusão. Já o denominado mercado das pulgas mostrou-se bem mais interessante, com uma série de produtos em segunda mão, de máscaras e vestidos de casamento a discos, de quadros a moedas, até uma obsoleta máquina de escrever vi por lá. Voltámos ainda ao mercado das flores, ai para comprar uns bolbos  de tulipas a uma familiar.

Claro está que nos faltava  ainda fazer o cruzeiro pelos canais da cidade. E aí, outro dos pontos negativos de Amesterdão: está a abarrotar de turistas, nestes locais mais concorridos as bichas são enormes.

O cruzeiro é muito agradável (o tempo continuava fabuloso) e sabe lindamente descansar os pés das longas caminhadas durante uma horinha. Agora tem um senão: para quem está a contar tirar uma série de lindas fotografias, tire daí a ideia. Os balanços do barco, o Sol a surgir de repente atrás dos prédios, a escuridão quando se passa debaixo das pontes e a própria perspectiva de baixo para cima não ajudam nada. Portanto, curta a paisagem, admire o traçado arquitectónico e os tons de tijolo, bege e castanho com caixilhos brancos das fachadas estreitas dos edifícios, espante-se com os ganchos no topo dos prédios, que servem para fazer entrar os móveis maiores pelas janelas, já que as escadas íngremes e estreitas raramente o permitem. Mas, sobretudo, pasme-se com a descontra dos holandeses, que aproveitam o fim de tarde ensolarado para se sentarem ou deitarem nas margens dos canais a conversar, a namorar, a beber uns copos, ou o três em um. 

E não são um ou dois, são montes deles, os da foto são mero exemplo. 

Ah, e claro, também vislumbrámos as famosas casas-barco ancoradas nos canais. E uns patos que por ali nadavam, como se estivessem a chapinhar num laguinho de um jardim de bairro...

O Palácio Real, onde a família real holandesa não reside, estando apenas reservado a cerimónias oficiais, e a Nieuw Kerk mesmo ao lado, guardámos para visitar nos últimos dias, já que estávamos ali tão perto. Quer dizer, no palácio não entrámos...

... e na na igreja Nieuw Kerk juntámos o útil ao agradável e aproveitámos para  ver a "World Press Photo 2016" que aí estava em exposição.

Durante toda a estadia andámos exclusivamente de eléctrico, um meio de transporte frequente, rápido e cómodo (cujo preço já estava incluído no cartão I amsterdam, bastava validar à entrada e à saída), para quem, como nós, tem alguma dificuldade em andar de bicicleta - mas uma alternativa a ponderar, para quem não tenha. Se bem que já tenha referido os ciclistas tresloucados que galgam passeios se assim lhes convier (sem se preocuparem minimamente com os peões), certo é que a cidade praticamente não tem poluição, o que se nota no ar que respiramos...

Last but not least, fiquei completamente fascinada pela biblioteca pública, e confesso que tive até um bocadinho de inveja: queria ter uma assim em Lisboa!

Reservámos a manhã do último dia para passear pelo Vondelpark (o maior jardim da cidade) e assim observar in loco como os holandeses passam os seus domingos. Com o bom tempo, estavam na sua maioria estendidos ao sol como lagartos, nos relvados junto aos lagos. Ou sentados nas esplanadas. Ou andando de bicicleta ou patins nas imediações.

6 dias e 1453 fotografias depois regressámos a Lisboa, absolutamente encantados com Amesterdão, gastronomia e ciclistas à parte. Ainda nos faltou ver algumas coisinhas? Certamente, o que é sempre uma boa desculpa para um dia voltar lá...