quinta-feira, 21 de julho de 2016

A CANÇÃO DE LISBOA

Anunciar este filme como uma nova versão ou refilmagem do seu homónimo de 1933, realizado por Cottinelli Telmo, no mínimo, é um disparate. OK, é uma comédia, as personagens têm nomes idênticos e Vasco Leitão é o mesmo estudante de medicina cábula, que vive à conta das tias. Mas logo ai param as semelhanças com esta produção de Leonel Vieira, realizada por Pedro Varela - nem podia ser de outra maneira, tendo em conta a diferença de mais de 8 décadas de permeio...

Boa notícia também é que o Vasquinho já não canta fado, as canções a que empresta a voz são da autoria de Miguel Araújo / Nuno Malo. Como esta:


César Mourão, Luana Martau e Miguel Guilherme encabeçam o elenco e, se já não tinha dúvidas sobre o talento deste último, fiquei muito bem impressionada com o dos seus acompanhantes. Igualmente positiva a presença da luz de Lisboa nas imagens que retratam o dia a dia da cidade, das obras aos palácios, dos jardins aos recantos mais recônditos.

E não, não me parece que a boa sensação resulte apenas do facto de estar de férias e de ter ido com a famelga (quase) toda ao cinema, em excursão: trata-se de uma a comédia despretensiosa e bem humorada que, no mínimo, dispõe bem. É pedir muito?

Imagem de cena do filme da net.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O ASSASSÍNIO DE CINDERELA

"Sob suspeita" é um programa televisivo produzido por Laurie Moran, que recria crimes por resolver no intuito de os solucionar. Assim, 20 anos depois, o misterioso homicídio da estudante universitária Susan Dempsey reúne todos os ingredientes para ser um sucesso, tanto mais que os principais suspeitos a serem entrevistados pertencem agora à elite hollywoodesca e empresarial. Mas será que esta investigação televisiva não vai amedontrar o assassino e obrigá-lo a cometer novos crimes?

Este novo policial de Mary Higgins Clark, escrito em parceria com  Alafair Burke, não levantou grande polémica no Clube de Leitura: de leitura acessível, com motivações dos potenciais suspeitos suficientemente claras, a única discussão que suscitou foi se o final era previsível ou não, já que não tem uma grande reviravolta final. E aí as opiniões dividiram-se - mas não é sempre fácil dizer que se desconfiou desde o início do A ou do B? Pessoalmente, não considerei particularmente previsível. Por outro lado, sendo este o primeiro livro que li da escritora norte-americana de 88 anos, as suas 319 páginas não são propriamente geniais. Ou seja, uma leitura agradável q.b. para os leitores de policiais... mas só isso! 

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A próxima reunião do Clube de Leitura terá lugar no dia 17 de setembro, com o romance de Kate Morton "O Último Adeus".

sexta-feira, 15 de julho de 2016

MAIS AZULEJOS QUE MARÉS?

Numa passagem recente pela Ericeira e ao percorrer uma única rua (ou ruas que "colam" umas nas outras), o meu maior espanto foi a profusão de azulejos ali existente, quase todos eles com motivos marítimos ou religiosos - quer dizer, o santo da devoção de cada um, suponho.

Ora vejam lá esta mini-coleção, mesmo tendo em conta que procurava um restaurante e não andava propriamente à cata da azulejaria local:

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Esta imagino que seja uma figura mítica, talvez um Tritão, que sereia barbuda é pouco provável...

E as figuras religiosas, com ou sem legenda a acompanhar.

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Os simpáticos golfinhos também ficam bem em qualquer casinha, não é verdade?

Tenham um...

FABULOSO FIM DE SEMANA!

terça-feira, 12 de julho de 2016

CRÓNICA... COM GRAVATA!

Faço aqui uma breve interrupção e não é para ir de férias, mas para falar de bola. Já disse e repito que não sou fã do desporto-rei, mas caramba, fico satisfeita quando a rapaziada se sai bem no futebol internacional. E ganha uma taça pela qual andou a lutar durante muitos anos. Quem não se sente... Adiante!

Dito isto, não vi o jogo como os adeptos tradicionais: estava a jantar e de vez em quando ia dando uma vista de olhos à televisão acesa, quando o relator ou as pessoas que me acompanhavam teciam qualquer comentário relevante. Urros e palavrões não contavam...

No day after, quando a euforia foi ao rubro, com a recepção preparada para a equipa, pela vitória no campeonato europeu, alguém me leu esta crónica, que achei relatar condignamente os momentos vividos no relvado, com uma graça muito própria. (o que um maridão faz para ver se a mulher se interessa pela bola, ai, ai!)

Para além da seleção nacional de futebol, também está de parabéns a raparigada que representou o nosso país nos campeonatos europeus de atletismo de Amesterdão, que regressou a casa com duas medalhas de ouro, uma de prata e outra de bronze. 

O desporto português está em festa. No entanto, o programa habitual do Quiproquó seguirá dentro de momentos - que é como quem diz, dentro de uns dois ou três dias.

Imagem do facebook.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

CARREGADINHA!

Não se pode dizer que tenha crescido da maneira mais airosa, mas que a planta está carregadinha de orquídeas, lá isso ninguém lhe tira. Isto depois de ter sido "enganada" no Inverno passado e ter florido em dezembro, inusitadamente. O que não a impediu de reflorir na primavera e de agora estar assim...

E já que estamos em maré de explicações, esta planta também foi a razão de ter fixado o post do Rui sobre orquídeas...

BOAS FÉRIAS 
e/ou 
BOM FIM DE SEMANA!

terça-feira, 5 de julho de 2016

TUDO TEM UMA EXPLICAÇÃO...

... que eventualmente é simples e lógica. Como no caso deste painel de azulejos que fotografei em Peniche e publiquei num post anterior. Que a Adélia identificou como sendo de autoria de um amigo seu: Gama Diniz

Então confessei a minha ignorância sobre o porquê de em terra de pescadores as homenageadas serem as lavadeiras de outros tempos. Nada mais simples: aquele telheiro que se pode ver atrás do painel serve de proteção aos tanques de lavadeiras que ainda existem por lá. Como se poderá comprovar mais pormenorizadamente aqui.

Isto é o que faz parar o carro à beira da estrada, tirar umas fotos apressadas ao motivo de interesse e, ala que se faz tarde, bazar para o almoço. Fica a explicação. Graças à Adélia, a quem agradeço a identificação do artista.

sábado, 2 de julho de 2016

A PEREGRINAÇÃO DO RAPAZ SEM COR

Tsukuru Takazi é um engenheiro que reconstrói estações de comboio em Tóquio, onde vive, e tem cerca de 36 anos quando conhece Sara, uma agente de viagens um pouco mais velha. Solteiro e trabalhador, leva uma vida rotineira, monótona e solitária, ao contrário do que acontecia na sua adolescência, quando fazia parte integrante de um grupo de cinco colegas de liceu, amigos inseparáveis em quem confiava plenamente. Nessa época, o seu único aborrecimento era que todos os seus amigos tinham uma cor no apelido e o dele só significava  "o que faz coisas". Já na altura, um dos seus passatempos favoritos era visitar as estações de comboio de Nagoia, onde ele e os amigos residiam, e observar as carruagens a chegar e a partir, "vomitando hordas de pessoas e engolindo a toda a mecha nova fornada". Por isso, foi sem hesitação que se esforçou para conseguir notas para entrar em engenharia na faculdade de  Tóquio, enquanto todos os seus amigos permaneceram em Nagoia.

Durante o primeiro ano da faculdade ele regressa à sua cidade natal sempre que lhe é possível, a amizade com o seu grupo não parece ser abalada. Contudo, durante o segundo ano, nota que os seus amigos não respondem às suas chamadas telefónicas até que um dia Ao lhe diz explicitamente para ele não voltar a ligar a nenhum deles. Quando pretende uma justificação para tal, o outro apenas o incentiva a pensar no assunto, que depressa vai descobrir - mas Tsukuru não faz a menor ideia ao que Ao se refere. O pacato e tímido estudante sofre então um profundo desgosto com o abandono dos amigos e só pensa em morrer. Durante os seis meses seguintes perde peso e faz tudo automaticamente. "Foi como se me tivessem atirado ao mar, do alto de um navio, em plena noite", explicará mais tarde.

À medida que o tempo vai passando, "a dor por ter sido ostensivamente rejeitado persistia, com a diferença que agora aumentava e diminuía, como a maré. Havia alturas em que lhe chegava aos pés, e outras em que se retirava, afastando-se para longe, ao ponto de mal dar por ela." Assim, é sem espanto que o desaparecimento de Haida, um amigo já da faculdade, não lhe provoque um desgosto idêntico: Tsukuru parece fadado para ser abandonado. E chega à errónea conclusão que "no fundo, não tenho nada a oferecer às outras pessoas. Pensando bem, nem sequer tenho nada a oferecer a mim próprio."

É Sara que o convence a procurar os antigos companheiros e esclarecer a situação uma vez por todas: "Quero saber quem são, afinal, esses indivíduos que continuas a carregar às costas." E 16 anos depois ele parte nessa demanda...

Murakami no seu melhor, num estilo mais intimista e menos fantasioso, em que o leitor se identifica imediatamente com a personagem. Afinal de contas, quem é que nunca sofreu com uma rejeição inexplicável e injusta?

BOM FIM DE SEMANA!
(com ou sem férias à vista...)

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O 1º FIM DE SEMANA DE VERÃO

Por razões que não interessa agora explicitar, fomos passar fora o fim de semana. Num hotel rural bastante simpático, embora não lhe pretenda fazer publicidade.

O hotel é simpático, mas no meu modesto entender  peca por um grave defeito: não tem boa luz para leitura. E quem diz leitura, diz para fazer tricot, crochet, bordados ou palavras cruzadas, por exemplo, dependendo dos passatempos de cada um. O que em pleno século XXI é um pouco ridículo.

1. Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, Peniche
Domingo de manhã levantámo-nos cedo, para tomar o pequeno almoço e dar uma volta pelas redondezas. Não visitámos o interior desta igreja, mas o largo exterior pareceu-nos bem agradável, apesar do touril ali existente fazer supor que em tempos funcionou ali uma arena para touradas.

2. Praia e litoral de Peniche
Uma meia dúzia de quilómetros depois encontrámos a praia, que dada a hora, o vento e a temperatura ambiente estava assim: às moscas!

Quer dizer, abundavam turistas nacionais e também não faltavam as belas gaivotas...

 ... nem os rochedos a lembrar naus de outras eras, ou a espuma das ondas a desmanchar-se no encontro com as rochas do litoral.

O que também não falta são os símbolos da fé humana, em crucifixos...

... ou noutras capelas, também poiso das impávidas gaivotas.

Em terra de pescadores, curioso é encontrar um painel de azulejo de homenagem... às lavadeiras de outros séculos. Porquê? Essa é uma boa pergunta, à qual não sei responder. No entanto, o monumento mais conhecido da cidade não aparece nestas imagens, para não tornar o desafio demasiado fácil.

3. Feira do Livro da Ericeira - de 23 de Junho a 28 de Agosto de 2016
Continuando o passeio e já de regresso a Lisboa, resolvemos parar para almoçar no caminho. Com tanta sorte, que dei logo de caras com esta feira... (será perseguição?)

4. Praia da Ericeira
Aqui a praia estava mais povoada e animada, o tempo também estava a aquecer.

Seguimos por ruas estreitas e sinuosas, até que por fim encontrámos um restaurante onde abancámos.

A cataplana de ameijoas e camarão estava deliciosa, embora a foto tenha saído assim encarniçada - culpa do toldo vermelho exterior, frente à nossa janela.  

Quando voltámos ao "bólide", não resistimos a uma paragem pela feirinha - que era pequena, como se nota. Em boa hora, que encontrei um livro que procurava há mais de uma década e que constituiu uma alegria inesperada! 

Mas pronto, estava na hora de regressar a casa, a praia ficou para meia dúzia de corajosos e surfistas. E a pergunta que se impõe é: por onde andámos nós?

ADENDA a 30 de Junho de 2016: Todas as legendas a azul; tal como a Angela, a Papoila e a Luisa suspeitaram, as primeiras fotos são de Peniche: já as últimas são da Ericeira. Obrigada a todos pela participação.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

ATÉ AO NATAL?!? hummm...

Este ano na Feira do Livro fartei-me de fazer compras, a bons preços, na Happy Hour: 5 foram a metade do PVP, o do Maigret foi oferta (na compra dos 2 primeiros números da nova coleção vampiro), todos os restantes tiveram descontos superiores aos 10% para aderentes da FNAC.  Na altura até exagerei e referi que tinha livros para ler até ao Natal. Quer dizer, até tenho, se lhes juntar uns quantos em fila de espera a ganhar pó na estante ou esta lista de 2000 livros para download na net  - que fica para quem quiser aproveitar. Na certeza porém que não estive a verificá-la, reparei apenas que existiam alguns títulos repetidos.

Bom, bem vistas as coisas, até foi uma boa poupança e tão depressa não compro livros. Com a honrosa exceção do último da Camila Lackberg - "O Domador de Leões" - que conto encontrar na Feira do Livro de Portimão, que visito todos os anos, e que em 2016 já tem presença marcada entre 27 de Julho e 24 de Agosto, na zona ribeirinha da cidade.

Então vou ali ler um livrinho... e já volto! Até lá, tenham...

UM ÓTIMO FIM DE SEMANA!