terça-feira, 29 de Julho de 2014

OS BICHANOS VOLTARAM!

Se bem se lembram, estava intrigada com o desaparecimento dos gatos que costumam povoar o espaço envolvente do apartamento onde costumo ficar no Algarve. Em junho não lhes pus a vista em cima, em compensação a chilreada da passarada era uma constante.

Desta vez havia gatos, pássaros é que nem vê-los. Ou ouvi-los. Aparentemente, o convívio entre uns e outros é impossível...

Claro que imagino que não sejam os mesmos do ano passado, até porque me parecem ainda pequenos. Mas talvez sejam filhos (ou netos?) dos anteriores "inquilinos". 

Sei é que são bastantes, já vi quatro em simultâneo - a fotografia é que não deu para enquadrar todos. Em dias e horas diferentes, o que quer dizer que o costume de andar por aí continua.

Certo é que são uns giraços! E muito dorminhocos e preguiçosos... também! 

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

OUTRA VEZ?!?

O quê, é outra vez fim de semana?!? Bom, mas já que tem de ser, com ou sem férias, aproveitem-no bem e... DIVIRTAM-SE!!!

ps - não se nota muito que estou com uma crise de preguicite aguda, pois não? Diz que é um "bom" pecado, pois tira a vontade de cometer todos os outros...

terça-feira, 22 de Julho de 2014

BEBÉS, PRECISAM-SE!

A questão já não é de agora: em 1985, quando visitei Paris, estava em curso uma campanha de sensibilização para os casais terem mais filhos: viam-se outdoors por todo o lado, com lindos e rechonchudos bebés. Já lá vão muitos anos, não me lembro ao certo as regalias que os governantes de então prometiam, mas tanto quanto se sabe a campanha resultou - a França é atualmente dos países europeus que tem uma maior taxa de natalidade. Na época, em Portugal, o problema nem sequer se punha...

Nos últimos anos, de vez em quando, os políticos nacionais falaram no assunto, à medida que os nascimentos de crianças portuguesas foram diminuindo. Homens engravatados, saídos de gabinetes ministeriais (e não só), dando ao caso uma relevância "séria" que anteriormente se desconhecia. Segundo consta, o atual governo encomendou um estudo a especialistas e tudo, que não se sabe quanto custou, mas também não vale a pena entrar em picuinhices... E mesmo sendo um estudo encomendado a amigos partidários, as conclusões não foram escamoteadas: por este andar a população vai decrescer em grande nos anos vindouros, mesmo que haja uma maior esperança de vida para os mais idosos.

Ah, mas o mais curioso é que o estudo foi encomendado, mas medidas concretas para, mesmo que tímida e parcialmente, tentar resolver o problema... está quieto. Alguém se lembra de receber subsídio pelo(s) seu(s) filho(s)? Quando o meu  filho era pequeno, nós recebíamos. Era pouquinho, pelas minhas contas dava para umas boas botas para o inverno, com sorte também para umas sandálias para o verão - mas sempre era melhor que nada. Cortaram! "Venderam-nos" que havia famílias muito mais carenciadas e acreditei piamente, até achei justo. Depois trocaram o nome a tudo e fiquei na dúvida se o subsídio ainda existia para as famílias mais numerosas ou se tinha sido substituído por outros regimes. Mais tarde, deram um corte no Rendimento Social de Inserção, com a desculpa que era tudo gente rica. OK, há sempre quem se aproveite das falhas do sistema, mas daí a serem todos... é preciso ter lata!

Aí apareceram os problemas no BES/GES e o raio que o parta - os governantes lavaram as suas mãos, que era Banco Privado e tal, não podiam fazer nada - e toca de falar novamente da natalidade, que os portugueses tinham de ter mais filhos. Que era preciso ir com calma, porque ao certo ainda não sabem que benefícios podem dar aos novos pais, recém saídos (tomara!) da crise e tal. Mas talvez se consiga baixar um pouco o IRS do próximo ano aos que têm mais filhos e subir aos que não têm! Quer dizer, o facto de terem mandado os jovens emigrar, acentuarem a precariedade no emprego, o próprio desemprego e as múltiplas mexidas que fizeram no código de trabalho a favor do patronato e de salários mais baixos não tiveram nada a ver com o caso, que agora "estudam" como resolver.

Não sendo economista ou perita em natalidade, de uma coisa estou certa: nenhum casal que o deseje deixa de ter um filho devido às (más) condições que lhe são impostas. Talvez deixe de ter o segundo ou terceiro... Mas, excluindo impossibilidades médicas e/ou físicas, o que vão procurar é condições melhores para eles próprios e que permitam proporcionar às suas crianças, adolescentes e jovens adultos um futuro melhor... Ser pai ou mãe não é isso (também)?

Imagem do facebook.

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

MAL NASCER

Mais uma sessão do Clube de Leitura que, embora com pouco quórum, obteve unanimidade: o romance de Carlos Campaniço, finalista do prémio Leya 2013, foi do agrado de todas.

O Portugal rural do início do século XIX, as invasões francesas e o reinado miguelista servem de pano de fundo ao enredo, enquanto descobrimos a infeliz infância de Santiago Bento. Órfão de pai, a vida do rapaz e da mãe torna-se num inferno, quando esta é obrigada a casar com um feitor beberrão e violento, pelo juiz e presidente da câmara Albano Chagas e sua mulher, que simultaneamente são donos de todas aquelas terras. Mas como a vida dá muita volta, o pequeno acaba por ser recolhido por um médico, que o encontra abandonado nas ruas de Lisboa e, apegando-se ao jovem, financia-lhe os estudos de medicina. Santiago recebe assim o apelido Barcelos, mas ao apoiar D. Pedro acaba por aceitar o cargo de médico na sua terra natal, no intuito de despistar os miguelistas que o perseguem. Contudo, pretende também vingar-se de todos aqueles que o fizeram sofrer, separando-o da mãe que tanto amava e não viu morrer. Mas, para seu espanto, ninguém reconhece no jovem médico o infeliz menino de outrora...

191 páginas que nos transportam para um período negro desse Portugal de outras eras, onde a fome, a miséria e a injustiça estavam reservadas para os mais desfavorecidos - só as epidemias não olhavam a classes sociais para atacar. Curiosamente, um pano de fundo que não é muito habitual em romances, mas em "Mal Nascer"  quase sentimos a dura realidade daquele povo, quando já se adivinhava pela frente uma sangrenta guerra civil. 

Citações:
"Em Lisboa, nunca senti com afecto uma rua que fosse; nunca descansei, num jardim, uma hora à tardinha, sentado com o ócio dos que amam a terra onde põem os pés; nunca disse, minha terra; nem lhe chamei minha casa; e tampouco bebi o sal de uma lágrima na hora da despedida."

"Morreu muita gente desde que abalei da terra, muitos morrem novos, embora se façam mais criaturas do que aquelas que fenecem, pois que, da mesma maneira, não se sabe por aqui como parar a vida de umas e a ida de outras. Feitas as contas, ainda assim, está-se vendo a vila a alargar de gente."

"Se eu fosse Deus só morria gente má, Vitórios e Albanos Chagas, e outros assim. Mas ele não, com a desculpa que quer os bons a seu lado, está esta terra cheia de diabos e encurta a vida dos que não mereciam morrer."

A próxima sessão do Clube de Leitura foi agendada para Setembro, com o livro de Isabel Allende "O Jogo de Ripper".

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

"AI DO BICHO...

... que passa pela goela de outro bicho", costumava dizer um amigo meu. E suponho que ainda costuma, embora já não o veja há imensos anos. É o que dá as pessoas não gostarem de falar ao telefone. Ele não gosta e faz até um certo secretismo sobre o seu número, de modo que ninguém lhe telefona e, como também foi viver para Cascais, o contato tornou-se praticamente inexistente. Enfim, coisas da vida! Mas lembro-me muito desta frase dele e de como é certeira.

Ainda mais em Portugal, quando qualquer festejo é habitualmente feito em redor de uma mesa. Como foi o caso de ontem, dia em que se festejou a licenciatura do meu filho e o 12º ano de uma sobrinha. A família quase toda, imaginem, a dar-lhe na sardinha assada. Que por sinal estavam uma delícia...

Sou uma mãe (e tia) babada? Não, não creio, mas claro que fico muito feliz quando ele e elas conseguem alcançar os seus objetivos!

Imagem da net.

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

PASSARADA ALGARVIA

As mini-férias parece que já foram há uma eternidade e, como quase sempre, também envolveram um saltinho ao Algarve. Sem muita novidade, já que foram apenas alguns dias, mas uma passeata para (re)ver a passarada estava incluída. 

A "nossa" cegonha desta vez não estava no seu ninho habitual, mas em contrapartida as gaivotas pareciam disputar o poiso do costume.

Uma, mais atrevidota, até veio exibir a sua plumagem mais de perto, como quem diz que nós podemos ser visitantes, mas a propriedade do local lhe pertence a ela e às suas companheiras...

Já na lagoa dos Salgados a comunidade da patada continua no seu alegre convívio, sem que para já se vislumbrem os perigos ambientalistas outrora denunciados. Esperemos que assim continuem!

Os melros também voltaram a pulular nos arredores da piscina, desta vez não vimos nenhum dos muitos gatos que os tinham espantado. Mas isso é que não tenho a certeza se é bom sinal, da próxima ida ao Algarve tenho de indagar o que aconteceu aos bichanos...

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

CHAPÉUS DE CHUVA COLORIDOS...

Este fim de semana, num noticiário televisivo, estava uma fulana a falar de como queriam dinamizar o centro de uma cidade portuguesa (da qual não fixei o nome), torná-lo mais apelativo para os turistas e visitantes. E então "lembraram-se" que se cobrissem a rua de guarda-chuvas coloridos proporcionavam sombra nos dias soalheiros e proteção para alguns pingos de chuva que teimam em cair no verão. Além que o custo era relativamente barato. Não estava a prestar muita atenção, mas pensei que há ideias simples que são sensacionais e resultam para os efeitos pretendidos.

Mais tarde, um amigo facebookiano responde a uma amiga dele com qualquer coisa do género: não, não vi a rua dessa cidade, mas olha para nós aqui no Luxemburgo. E, para meu espanto, posta uma foto e lá estava a rue Philippe II coberta de guarda-chuvas, em tudo semelhantes ao da tal cidade portuguesa. Após uma breve pesquisa, descobri que este tipo de instalações também já tiveram lugar em Londres e em Espanha, com bastante sucesso. Não me parece errado que uma ideia destas seja levada para outros cantos do mundo. O que já me parece saloio é dar a entender que a ideia partiu das mentes "iluminadas" lá da terriola, como se vivêssemos isolados do resto do mundo e nunca nenhum português tivesse visto igual por essa Europa fora...

Mas pronto, à conta de tanto colorido, também decidi pintalgar o blogue com outros tons. Ainda vai levar umas pequenas alterações, mas para já os tons ficam em azul e vermelho. Gostam?

Imagem da net.

domingo, 6 de Julho de 2014

O IMPIEDOSO PAÍS DAS MARAVILHAS E O FIM DO MUNDO

Este livro já se prestou a alguma confusão, pois em tempos referi que era o último de Murakami, tal como a amiga que o ofereceu me informou. Contudo, a informação só estava parcialmente correta: o último, sim, mas a ser traduzido em português, pois foi escrito em 1985. Consta que foi o primeiro a dar ao autor nipónico mais notoriedade a nível mundial, mas às vezes os publicitários são tão exagerados...

Tal como o autor já habituou os seus leitores, os capítulos são intercalados com duas histórias diferentes, que nada parecem ter a ver uma com a outra, e múltiplas referências musicais e literárias. Mas o que é pouco habitual são os dois mundos que se cruzam ao longo das suas 565 páginas: por um lado, o Fim do Mundo, que tem algumas parecenças com uma época passada, quase medieval, em que as pessoas vivem em cidades muradas, sujeitas às intempéries e sem poderem sair de lá - se bem que com algumas especificidades, como o deixarem de ter sombra assim que entram ou existir no local um vasto conjunto de unicórnios; e o Impiedoso País das Maravilhas, uma cidade de Tóquio futurista, estranha e fundada  em cima de cavernas e catacumbas, onde decorrem perseguições dignas de qualquer filme de terror ou de ficção científica. Dois géneros de que não sou particularmente apreciadora, mas Murakami consegue envolver-nos no(s) enredo(s) de tal forma, que nem nos passa pela cabeça desistir da leitura...

Dito isto - e embora tenha gostado do livro - já houve outros livros do escritor que me cativaram mais.

Citações:
"- Mas, sem amor, é como se o mundo não existisse - afirmou a rapariga gorda. - Sem amor, a vida é como o vento que passa do outro lado da janela." 

"É porque existem o desespero, a desilusão e a tristeza que há alegria. Uma serenidade sem desespero é coisa que não existe em parte alguma. É a isso que eu chamo a «natureza». E, evidentemente, o mesmo se passa com o amor."

"Um sarilho tão grande que nem consigo percebê-lo. O mundo tem-se vindo a complicar cada vez mais: a energia nuclear, a divisão do socialismo, o avanço da informática, a inseminação artificial, os satélites-espiões, os órgãos artificiais, as lobotomias... até os painéis de instrumentos dos carros mudaram tanto que não há quem os entenda."   

BOM DOMINGO!

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

HOME AGAIN!

E pronto, regressei a casa e também às lides blogosféricas. Ainda um pouco a meio gás, porque já estive a espreitar em alguns blogues amigos e deparei logo com um desafio do Rui, que cheira que vai dar "água pela barba" a todos nós...

Mas sabe tão bem regressar a casa, bisbilhotar todos os cantinhos como se fosse a primeira vez e comer comidinha caseira e bem confeccionada, que as horas passam num instante. Isto para além da pilha de livros que tenho para fotografar e/ou arrumar - vai ser impossível escrever sobre todos, uma vez que com férias e hospital em junho li 9 ou 10 livros e, como já disse várias vezes, não quero tornar o Quiproquó num blogue exclusivamente dedicado à literatura. Enfim, nem tudo o que leio se pode considerar literatura, mas suponho que me entendem...

Também faltaram fotos de férias (não estive só no Minho e no Porto), mas a seu tempo talvez recupere as que mais gostei, se bem que a novidade não seja muita - poucos dias, sem poder apanhar muito Sol, não dá para fazer muitas flores.

Resumindo: o "programa" e comentários nos vossos (re)cantos seguem dentro de momentos, mais uma vez obrigada a todos pelo carinho e preocupação demonstrada.